Diabetes Mellitus (TIPO 2)

VISÃO GERAL

A Diabetes Mellitus Tipo 2 consiste em uma série de disfunções caracterizadas por hiperglicemia e resultantes da combinação de resistência à ação da insulina com uma insuficiente secreção de insulina e uma excessiva ou inadequada secreção de glucagon.

 

 

Sinais e sintomas

Muitos pacientes com Diabetes Tipo 2 são assintomáticos. As manifestações clínicas incluem o seguinte:

  • Os sintomas clássicos: poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso;
  • Visão turva;
  • Parestesias das extremidades inferiores;
  • Infecções fúngicas (por exemplo, balanitE nos homens);

Diagnóstico

Os critérios de diagnóstico da American Diabetes Association (ADA) incluem o seguinte:

  • Teste de glicose em jejum com resultado igual ou maior que 126 mg/dL (7,0 mmol/L), ou
  • Um resultado igual ou maior que 200 mg/dL (11,1 mmol/L) por 2 horas durante um teste de tolerância à glicose de 75g, ou
  • Um resultado aleatório igual ou maior que 200 mg/dL (11,1 mmol/L) de nível de glicose num paciente com os sintomas clássicos de hiperglicemia ou crise hiperglicêmica.

Se um nível de hemoglobina A1c (HbA1c) de 6,5% ou mais deve ser um critério de diagnóstico primário ou um critério opcional continua a ser um ponto de controvérsia na Medicina.

Indicações para exames de diabetes em adultos assintomáticos incluem:

  • Pressão arterial sustentada> 135/80 mm Hg.
  • O excesso de peso e um ou mais de outros factores de risco para a diabetes (por exemplo, parente em primeiro grau com diabetes, PA > 140/90 mm de Hg e HDL < 35 mg/ dl e/ou nível de triglicerídeos > 250 mg/dl).
  • ADA recomenda rastreio em 45 anos de idade, na ausência dos critérios acima referidos

Gestão

Os objetivos do tratamento são os seguintes:

  • Microvascular (por exemplo, doenças renais e nos olhos): redução do risco por meio do controle da glicemia e da pressão arterial.
  • Macrovascular (por exemplo, doenças na artéria coronária): redução de risco por meio do controle de lipídios e da hipertensão, além de parar de fumar.
  • Metabólica e neurológica: redução de risco por meio do controle da glicemia.

Recomendações para o tratamento da Diabetes Mellitus Tipo 2 pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) e pela American Diabetes Association (ADA) colocam a condição do paciente, seus desejos, suas habilidades e suas tolerâncias no centro do processo de tomada de decisão.

A declaração de posição da EASD/ADA contém 7 pontos-chave:

  1. Metas glicêmicas e terapias de redução da glicose individuais (diferentes para cada paciente).
  2. Dieta, exercício e educação como a base do programa de tratamento.
  3. O uso de metformina como primeira escolha para o tratamento, a menos que contra-indicado.
  4. Depois da metformina, a utilização de um ou dois agentes orais ou injetáveis adicionais com o objetivo de minimizar os efeitos adversos, se possível.
  5. Em última análise, a terapia com insulina, sozinha ou com outros agentes, se necessário para manter o controle de glicose no sangue.
  6. Sempre que possível, todas as decisões de tratamento devem envolver o paciente, com foco em suas preferências, necessidades e valores.
  7. Foco principal na redução do risco de doenças cardiovasculares.

As diretrizes da ADA de 2013 para a frequência de Auto-monitoramento do Nível da Glicose foca a situação específica de um indivíduo ao invés de quantificar o número de testes que devem ser feito. As recomendações incluem o seguinte:

  • Pacientes em regimes intensivos de insulina: realizar o auto-monitoramento pelo menos antes das refeições e lanches, bem como, ocasionalmente, após as refeições; na hora de dormir; antes de exercícioe e de tarefas críticas (por exemplo, dirigir); quando há suspeita de hipoglicemia e após o tratamento de hipoglicemia, até que a normoglicemia seja alcançada.
  • Pacientes em uso de injeções de insulina menos frequentes ou terapias sem insulina: usar os resultados do auto-monitoramento para ajustar a ingestão alimentar, as atividades ou medicamentos para alcançar objetivos específicos de tratamento; os clínicos devem não só educar essas pessoas sobre como interpretar os dados, mas também devem reavaliar a necessidade contínua e frequência to teste em cada visita de rotina.

As abordagens para a prevenção de complicações diabéticas incluem o seguinte:

  • HbA1c a cada 3-6 meses;
  • Exames anuais de vista com dilatação.
  • Checagem anual da microalbumina.
  • Exames do pé em cada visita.
  • Pressão arterial < 130/80 mm Hg, inferior nos casos de nefropatia diabética.
  • Terapia com estatinas para reduzir o colesterol de lipoproteína de baixa densidade.

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Outras informações você pode encontar na Sociedade Brasileira de Diabetes

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